O CRISTÃO E A POLÍTICA



O Cristão e a Política David R. da Silva Ninguém em boa consciência, nega que os direitos e deveres políticos do cristão são os mesmos de qualquer cidadão. O que se discute é a forma de se exercer essa cidadania. A Bíblia não é específica, ao tratar do assunto, nem o poderia ser, visto ter sido escrita num período totalmente diferente do que nós vivemos. No entanto, estão ali os princípios que devem nortear o comportamento de uma pessoa temente a Deus. Alguns desses princípios são: 1. Deus não ama a injustiça e a tirania 2. O governo deve ser exercido em benefício do povo e não dos poderosos 3. Deus não patrocina um sistema de governo, mas abençoa aquele que o tem como Senhor 4. A Teocracia, frustrada com Israel, só será possível no reino milenar 5. A participação do crente ou da igreja deve reger-se pelos princípios de Jesus 6. O princípio da autoridade e do governo provém do Senhor 7. Cada pessoa deve ser livre para escolher a sua ideologia (desde que não seja anticristã), o seu partido e o seu candidato. Essa liberdade inclui o direito de associar-se a um grupo ou partido para fazer valer a sua escolha 8. Deve ser livre o direito de cada pessoa defender os seus interesses, assim como deve ser livre o direito de se aceitar ou não Algumas coisas são difíceis de ser assimiladas produzindo entre os cidadãos muitos conflitos e agressões. Por exemplo: 1. Não podemos confundir as leis civis, com mandamentos religiosos. As leis são para todos, os mandamentos são para os fiéis 2. As leis devem versar sobre conduta civil, os mandamentos versam sobre relacionamentos com Deus. Quando isso é desrespeitado acontece o que sofreram os três hebreus e Daniel na Babilônia. Quando o Estado se sente com direito de punir uma pessoa porque ela tem convicção diferente do que foi institucionalizado comete uma intervenção indevida no direito particular do indivíduo, o mesmo ocorre quando um religioso quer obrigar o Estado a legislar segundo suas crenças individuais. É impossível, no atual sistema, ter um país com uma legislação que se fundamenta na “doutrina” de uma ou outra religião e ser igualitária quando julgar, como querem os fundamentalistas no Oriente. Durante o período em que o Estado foi declaradamente anticristão a igreja teve que “sobreviver” na clandestinidade, pagando com milhares de vidas pela sua fé. Quando o Estado “converteu-se”, infelizmente o que se viu foi a corrupção de grande parte da igreja. A separação da igreja do Estado é o ideal pelo qual devemos lutar, conforme viveu o Senhor Jesus, os apóstolos e a igreja primitiva. A dupla cidadania do cristão, fato contestado pelas testemunhas de Jeová, é absoluta quanto ao Reino de Deus e relativa quanto ao governo secular. AMÉM


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